Sinopse
Há livros que se leem. Este se bebe, gole a gole. Em Taça dos Sabores, o poeta Edir Meirelles reúne versos escritos em duas etapas de sua vida literária e convida o leitor a sentar-se à mesa da memória afetiva. Quem gosta de poesia brasileira costuma esbarrar no mesmo impasse: de um lado, coletâneas herméticas, que exigem decifração antes de emocionar; de outro, versos fáceis demais, esquecidos na página seguinte. Falta o meio do caminho, a poesia de leitura clara e de fundo profundo, capaz de falar de amor, de infância, de terra natal e de injustiça social sem abrir mão do prazer da palavra. Taça dos Sabores ocupa exatamente esse lugar. Dividido em dois grandes blocos, Fantasia e Poemas da Imaturidade, o livro reúne dezenas de poemas, quase todos datados, que funcionam como um diário em versos. Há o lirismo amoroso e erótico de Zoologia Sensual, Embriaguez e À Mulher Amada; a saudade do sertão em Sonhos de um Sertanejo e Terra Fértil; o encantamento carioca de Rio que me Fascina, Rio dos Carnavais e Tempos e Bondes; e a indignação de Acorda o Brasil e Rompendo Grilhões. No caminho, o poeta homenageia amigos de longa data, entre eles Gilberto Mendonça Teles, J. S. Ferreira e o saudoso Luiz Gondim. A voz que conduz esse brinde tem lastro. Edir Meirelles é poeta, contista e romancista, membro do PEN Clube do Brasil e da Academia Carioca de Letras, e presidiu o Sindicato dos Escritores do Rio de Janeiro, a Casa de Cultura Lima Barreto e a União Brasileira de Escritores (UBE-RJ), da qual é hoje Presidente de Honra. Na apresentação do volume, a poeta Marcia Barroca resume o que o leitor encontra: uma verve poética usada como instrumento de cultura e de momentos felizes. Se você procura um livro de poemas para ler devagar, reler em voz alta e presentear quem ama a língua portuguesa, encha a taça. Cada gole revela um sabor diferente da vida.