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Tensão na Bolívia cresce com onda de protestos contra o presidente Rodrigo Paz

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A Bolívia completa nesta sexta-feira (22) três semanas de protestos comandados por setores que respondem ao ex-presidente Evo Morales, em sintonia com a Central Operária Boliviana. A ordem é asfixiar a capital La Paz e a cidade vizinha de El Alto com bloqueios que impeçam a chegada de alimentos, medicamentos e combustíveis. Márcio Resende, correspondente da RFI em Buenos Aires Quatro pessoas morreram e mais de cem foram presas nos distúrbios que exigem a renúncia do presidente Rodrigo Paz, a apenas seis meses no cargo. A guerra foi declarada no dia 1º de maio, quando a Central Operária Boliviana (COB) anunciou uma greve geral por tempo indeterminado a partir do dia seguinte. O protesto se transformou em um movimento pedindo a renúncia do presidente Rodrigo Paz, que assumiu o cargo há apenas seis meses. No início as manifestações reivindicavam aumentos salariais de 20%, qualidade dos combustíveis, fim das privatizações de estatais (todas deficitárias) e a revogação de uma reforma nas propriedades de terras. Em